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Margot Robbie e 'O Morro dos Ventos Uivantes': A Polêmica Adaptação da Diretora de Saltburn Já Gera Críticas

Margot Robbie e Jacob Elordi estrelam a nova adaptação de 'O Morro dos Ventos Uivantes', dirigida por Emerald Fennell (Saltburn). Descubra as polêmicas sobre fidelidade, cenas explícitas e representação racial que já agitam o lançamento previsto para 2026.

Equipe TrendsBR — São Paulo
12/02/2026 20:56
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Margot Robbie e 'O Morro dos Ventos Uivantes': A Polêmica Adaptação da Diretora de Saltburn Já Gera Críticas
Reprodução / Google Search
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Um dos clássicos mais reverenciados da literatura gótica, 'O Morro dos Ventos Uivantes' (Wuthering Heights), de Emily Brontë, está prestes a ganhar uma nova adaptação cinematográfica que já se tornou um dos filmes mais debatidos e aguardados dos próximos anos. Com lançamento previsto para 14 de fevereiro de 2026, a produção tem como nomes de peso a atriz Margot Robbie e o ator Jacob Elordi nos papéis principais, e a direção da aclamada Emerald Fennell.

No entanto, antes mesmo de sua estreia, a nova versão já coleciona polêmicas, suscitando discussões acaloradas sobre fidelidade ao material original, representação de personagens e a ousadia da visão artística de Fennell.

A Visão Ousada de Emerald Fennell para 'Wuthering Heights'

A nova adaptação cinematográfica de 'Wuthering Heights' é um projeto de grande expectativa, especialmente pela equipe por trás das câmeras e à frente delas. A direção está a cargo de Emerald Fennell, cineasta britânica vencedora do Oscar por 'Promising Young Woman' (2020) e responsável pelo controverso sucesso 'Saltburn' (2023).

  • Elenco Principal: Margot Robbie assume o papel de Catherine Earnshaw, a protagonista feminina de espírito livre e paixão intensa. Jacob Elordi interpreta Heathcliff, o órfão com quem Catherine desenvolve um amor profundo e, por vezes, destrutivo.

  • Elenco de Apoio: Nomes como Hong Chau (Nelly Dean), Alison Oliver (Isabella Linton), Shazad Latif e Martin Clunes também compõem o elenco, prometendo performances que darão um novo fôlego aos icônicos personagens.

  • Releitura: Esta é uma nova adaptação do clássico de 1847, ambientado na zona rural de Yorkshire, na Inglaterra, durante o século XVIII. O filme não é uma sequência ou spin-off, mas uma releitura da obra de Emily Brontë.

O Coração da Polêmica: Livro x Filme e a Fidelidade à Obra Original

Um dos pontos mais quentes da discussão gira em torno da abordagem que Emerald Fennell dará ao romance gótico. Segundo entrevistas e reportagens, a adaptação terá um conteúdo mais “ousado” e explícito do que a versão literária, que sugere muito da intensidade da relação entre Catherine e Heathcliff.

  • Cenas Íntimas Mais Explícitas: Margot Robbie comentou que momentos físicos e afetivos, como beijos e cenas íntimas, aparecerão com mais frequência e de forma mais direta no filme do que no livro, onde muitas dessas interações são apenas sugeridas ou condensadas na narrativa original.

  • Estética e Sensorialidade: A direção de Fennell tem sido descrita como visualmente ousada e energética, mesclando a estética romântica tradicional com segmentos intensos que exploram a paixão e a sensualidade de maneira mais crua e visceral, indo além da literalidade da obra de Brontë.

Essas escolhas criativas, especialmente no que tange à representação da sensualidade e da intensidade emocional, são vistas como licenças artísticas que podem tanto modernizar o clássico quanto alienar os fãs mais puristas.

Debates e Críticas: Idade, Raça e Tonalidade

Além das liberdades narrativas, a nova adaptação também reacendeu debates sobre a representação dos personagens, gerando discussões significativas entre os fãs e a crítica:

  • Idade dos Personagens: No livro, Catherine e Heathcliff são muito jovens quando sua história de amor obsessivo começa, um detalhe que o elenco adulto (Margot Robbie e Jacob Elordi) pode não refletir de forma literal, alterando a dinâmica inicial de inocência e descoberta.

  • Representação Racial de Heathcliff: Uma das maiores controvérsias reside na escalação de Jacob Elordi, um ator branco, para o papel de Heathcliff. Na obra de Brontë, Heathcliff é frequentemente descrito com características que sugerem uma origem étnica incerta ou não-branca, e essa ambiguidade racial é fundamental para algumas interpretações de sua condição de “outsider” e seu status social marginalizado na Inglaterra vitoriana. A direção de elenco defendeu a escolha afirmando que o filme é uma obra de arte baseada no livro, não uma reprodução literal, e que a estética e a atuação dos escolhidos servem à visão do filme.

  • Tonalidade e Estilo: Pré-visualizações e comentários sugerem que o filme será mais provocativo e visualmente intenso do que adaptações anteriores, com uma ênfase na paixão e na tragédia de forma mais crua e estilizada.

O Clássico Intemporal: A Trama de 'O Morro dos Ventos Uivantes'

Apesar das polêmicas, a trama central do filme permanece fiel à essência do romance: uma das histórias de amor e vingança mais famosas do cânone inglês. A narrativa se desenrola em torno de:

  • Catherine Earnshaw: Uma jovem de espírito indomável e paixão avassaladora.

  • Heathcliff: Um órfão misterioso, adotado pela família de Catherine, com quem ela desenvolve um amor profundo e, por fim, conflituoso.

Sua relação, marcada pela obsessão e pela destruição, transcende as convenções sociais e impacta não apenas suas próprias vidas, mas também as gerações seguintes, em uma saga de desejo e tragédia que o filme de Fennell pretende explorar de maneira mais visceral e impactante.

O Que Esperar: Principais Diferenças e o Impacto no Público

A nova adaptação de 'O Morro dos Ventos Uivantes' com Margot Robbie e Jacob Elordi, sob a batuta de Emerald Fennell, promete ser um evento cinematográfico divisor de águas. As diferenças em relação ao livro incluem:

  • No Livro: A profundidade emocional e as motivações dos personagens são exploradas em detalhes ao longo de mais de 300 páginas, com a relação física entre Catherine e Heathcliff sendo menos explícita e muito deixada à interpretação do leitor.

  • No Filme: A abordagem visual e narrativa será mais intensa e sensual em determinados momentos, com cenas de contato físico e paixão mais presentes. A estética e a escolha de elenco sugerem uma tentativa de modernizar o clássico e conferir maior impacto cinematográfico à história, para um público contemporâneo.

Resta aguardar o lançamento em 2026 para ver como essa visão ousada e, por vezes, controversa, de um dos maiores clássicos da literatura será recebida pelo público e pela crítica.

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