Zoe Saldaña: Do Profundo Arrependimento por 'Nina' ao Olimpo das Bilheterias Mundiais

Zoe Saldaña choca ao admitir profundo arrependimento por ter interpretado Nina Simone em 'Nina', enquanto celebra um novo marco histórico como a atriz mais lucrativa do cinema. Entenda a reviravolta em sua carreira.

Equipe TrendsBR — São Paulo
12/02/2026 18:43
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Zoe Saldaña: Do Profundo Arrependimento por 'Nina' ao Olimpo das Bilheterias Mundiais
Reprodução / Google Search

Em uma confissão surpreendente que ecoa nos bastidores de Hollywood, Zoe Saldaña, a estrela de megassucessos como Avatar e Guardiões da Galáxia, veio a público para expressar um profundo arrependimento sobre um de seus papéis mais polêmicos: a interpretação de Nina Simone no filme biográfico de 2016, "Nina". A atriz, que hoje desfruta do topo da carreira como a mais lucrativa da história do cinema, admitiu sem rodeios: "Nunca deveria ter feito esse papel."

O Profundo Arrependimento por "Nina"

A controvérsia em torno da escalação de Saldaña para viver a lendária cantora e ativista Nina Simone foi intensa e duradoura. À época, em meados de 2016, a decisão de escalar uma atriz de pele mais clara e de ascendência latina para interpretar uma figura tão emblemática para a comunidade afro-americana gerou fortes críticas. Além disso, a atriz foi submetida a maquiagem e próteses para escurecer sua pele e modificar seus traços faciais, o que foi amplamente condenado como blackface e uma descaracterização da identidade de Simone.

As palavras de Saldaña agora revelam uma reflexão amadurecida sobre o impacto de sua escolha. "Nunca deveria tê-la interpretado", reiterou a atriz, indicando uma compreensão mais profunda da sensibilidade e da importância da representatividade. Embora tenha defendido o papel no passado, a recente admissão sugere um reconhecimento das críticas e do trauma que a representação causou a muitos fãs e à família de Nina Simone, que também se manifestou contrária à escolha da atriz na época do lançamento do filme.

Zoe Saldaña no Olimpo de Hollywood

Paradoxalmente, essa confissão de arrependimento surge no momento em que Zoe Saldaña atinge um patamar inédito em sua carreira. Impulsionada pelo sucesso estrondoso de "Avatar: O Caminho da Água", o segundo filme da franquia bilionária de James Cameron, a atriz conquistou o título de atriz mais lucrativa da história do cinema. Ela superou a marca anteriormente detida por Scarlett Johansson, solidificando seu lugar como uma potência nas bilheterias.

A impressionante soma dos filmes estrelados por Saldaña a coloca em um clube exclusivo. Sua filmografia é um verdadeiro desfile de blockbusters, incluindo papéis centrais em algumas das maiores franquias cinematográficas de todos os tempos:

  • Franquia Avatar: Como a icônica Neytiri, Saldaña é uma peça chave no universo de Pandora, com "Avatar" (2009) e "Avatar: O Caminho da Água" (2022) quebrando recordes de bilheteria global. O futuro da franquia, incluindo o aguardado "Avatar 3" (mencionado por algumas fontes como "Fogo e Cinzas"), promete consolidar ainda mais seu legado.

  • Universo Cinematográfico Marvel (MCU): Sua interpretação de Gamora em filmes como "Guardiões da Galáxia", "Vingadores: Guerra Infinita" e "Vingadores: Ultimato" a tornou uma figura central em uma das franquias mais bem-sucedidas da história.

  • Franquia Star Trek: Saldaña também emprestou seu talento à reinicialização da saga Star Trek, onde interpretou a oficial Uhura.

Uma Carreira de Blockbusters e Escolhas Complexas

A dualidade da carreira de Zoe Saldaña é notável: de um lado, um sucesso comercial sem precedentes, fruto de uma série de escolhas inteligentes e talentosas em produções de altíssimo perfil. De outro, a sombra de um papel que, em retrospectiva, ela mesma considera um erro. Essa admissão sincera não apenas humaniza a estrela, mas também ressalta a importância crescente da consciência cultural e da representatividade em Hollywood.

A trajetória de Saldaña serve como um lembrete de que, mesmo no ápice do sucesso, há espaço para a reflexão, o arrependimento e o crescimento pessoal. Enquanto o público aguarda seus próximos projetos, incluindo as futuras sequências de Avatar, sua voz sobre "Nina" certamente ressoará como um marco de autocrítica em uma indústria que, cada vez mais, é cobrada por autenticidade e responsabilidade social.